Mesmo depois de um dia, ou até mesmo uma semana, ninguém apareceu para responder às perguntas de Ren.
Em algum momento, ele adquiriu a capacidade de abrir os olhos, mas tudo o que conseguiu confirmar foi que estava em um quarto decadente onde o vento soprava livremente pelas frestas e que era um bebê.
O tempo passou e, quando ele se deu conta, já haviam se passado meio ano.
‘Não há mais dúvidas. Reencarnei em A Lenda dos Sete Heróis I como Ren Ashton.’
Recentemente, ele até começou a sentir que estava se tornando alguém novo, alguém diferente do Ren que ele já um dia.
Logo após renascer, ele desejava desesperadamente retornar ao seu mundo original. Mas isso mudou nas últimas semanas, ele parou completamente de pensar nisso.
‘Eu só preciso viver uma vida pacífica. De jeito nenhum vou deixar o imperador ordenar meu extermínio.’
Se ele fosse realmente aquele Ren Ashton, tudo o que ele precisava fazer era seguir um caminho diferente daquele do jogo.
‘Viva uma vida limpa e honesta, trilhe o caminho correto!’
Assim que fez esse voto a si mesmo, uma mulher entrou na sala e olhou para ele.
“Nossa, nossa, você estava me esperando?”
O nome dela era Mireille, era a mãe de Ren.
Ela tinha traços bem definidos e, assim como ele, tinha cabelos castanho-escuros, quase pretos.
Pelo que ele havia apurado nos últimos seis meses, ela acabou de completar vinte e um anos.
“Muito bem, hora de comer~”
Mireille o pegou no colo e afrouxou suas roupas.
Logo após o nascimento, Ren sentiu uma forte relutância em ser amamentado.
Mireille era uma mulher que teria tido mais ou menos a mesma idade que ele em sua vida anterior, além disso ela era casada.
‘Bem... no fim das contas, nunca senti nada de inapropriado.’
Talvez tenha sido instinto.
Seu corpo sabia que ele havia nascido daquela mulher, então não havia como ele desenvolver quaisquer sentimentos impróprios em relação a ela.
Então ele entregou à fome e assim que ficou satisfeito concentrou em descansar.
Como não conseguia expressar sua gratidão em palavras, simplesmente deu um grande sorriso a Mireille para demonstrar seu apreço.
Mireille sorriu de volta para ele antes de sair da sala.
‘…Estou entediado.’
E assim, o tédio se instalou.
Quando bebê, tudo o que ele conseguia fazer eram alguns exercícios leves na cama. Não havia maneira de ocupar seu tempo de forma significativa.
Para ele aquilo foi pura agonia.
Sua consciência plenamente desenvolvida só piorava a situação, o deixando sem nada a fazer a não ser suportar as intermináveis horas de tédio.
‘Há algo que eu possa fazer…?’
Ren quebrou a cabeça pensando, quando ele já se preparava para mais um longo dia de tédio, depois de 10 minutos algo lhe surgiu a mente.
As palavras "Invocação da Espada Mágica" passaram pela sua cabeça e seu humor mudou num instante.
‘Eu não tinha experimentado antes porque parecia perigoso, mas talvez seja hora de testar.’
Logo após reencarnar neste mundo, ele considerou usar a Invocação da Espada Mágica, mas hesitou.
E se a espada invocada aparecesse bem acima dele? E se caísse e o empalasse?
Isso era um risco muito grande, então ele decidiu esperar até que seu corpo estivesse um pouco mais forte.
Ele ainda era um bebê, mas agora conseguia sentar-se na cama e engatinhar era algo natural para ele.
Com isso, ele concluiu que finalmente era hora de tentar.
‘Certo, então…’
A questão era como invocá-la.
No jogo, os jogadores podiam acessar uma tela de menu pressionando um botão específico.
A partir daí, eles poderiam usar itens nos membros do grupo, recuperar saúde e mana, e assim por diante.
Mas a realidade não existiam tais botões.
Mesmo quando ele tentou pensar ‘Status Aberto’ em sua mente, nada aconteceu.
“…Baba.”
Resignado, Ren deixou seu pequeno corpo se curvar e começou a entoar mantras em sua mente.
Invocação de Espada Mágica, Invocação de Espada Mágica, Invocação de Espada Mágica…
Era um apelo desesperado, quase como uma oração, repetida inúmeras vezes.
Até que, eventualmente...
“Ah!”
Algo que não era uma espada caiu em seu colo com um baque surdo, era uma pulseira. Tinha o tamanho ideal para o pequeno braço de bebê de Ren, feito de intrincado trabalho em prata, com um grande cristal incrustado.
Ele esperava uma espada, então sentiu uma pontada de decepção.
‘O quê…? Espera, o reflexo no cristal!’
Mas quando levantou a pulseira, notou algo dentro do cristal, haviam letras flutuando no centro.
Pareciam quase uma tela de status, ao contrário do jogo, não havia indicadores de seu nível, saúde, mana ou poder de ataque.
Esses números estavam ali apenas para tornar as coisas mais claras para o jogador, talvez fosse mais realista que eles não fossem exibidos neste mundo.
‘Artes de Invocação de Espada Mágica… Uma habilidade ligada à Invocação de Espada Mágica, talvez?’
Já havia um precedente para isso na Lenda dos Sete Heróis.
Por exemplo, se um jogador escolhesse a poderosa classe Guardião, ele começaria o jogo com habilidades tanto em esgrima quanto em magia branca.
‘Acho que as espadas mágicas precisavam ser aprimoradas usando pedras mágicas, certo?’
Segundo a pulseira, ele poderia alcançar a maestria nas Artes de Invocação de Espadas Mágicas simplesmente usando espadas invocadas.
O número 0/100 ao lado do nível provavelmente indicava sua proficiência.
Por outro lado, a Invocação da Espada Mágica em si não pareceu melhorar com o aumento de nível.
‘Lembro-me que era possível desbloquear mais espadas mágicas ao cumprir certas condições…’
No momento, a única espada que podia ser invocada era a Espada Mágica de Madeira, e mesmo que ele desbloqueasse outra, seria apenas uma Espada Mágica de Ferro.
No entanto, a descrição da Espada Mágica de Madeira chamou a atenção dele.
‘Magia da Natureza... essa era a magia que permitia criar e manipular plantas, não era?’
De repente, se lembrou de um inimigo da Lenda dos Sete Heróis, um que havia usado magia da natureza em batalha.

Esse inimigo era um elfo e a luta aconteceu no coração da floresta.
Ele não apenas possuía habilidades físicas impressionantes, mas também usava magia da natureza para invocar plantas que aprisionavam os protagonistas.
Além disso, ele podia controlar monstros com outra magia, tornando-o um oponente problemático.
‘A magia da natureza daquele elfo era poderosa... mas o fato de a minha ter ‘básica’ no nome me incomoda.’
Provavelmente, o melhor seria presumir que essa versão de magia da natureza era mais fraca do que a versão padrão.
‘Se for esse o caso, eu realmente quero testar. Se eu não puder lutar em um mundo cheio de monstros, então viver em paz nem sequer é uma opção.’
Com esse pensamento em mente, Ren repetia mentalmente ‘Espada Mágica de Madeira... Espada Mágica de Madeira...’
Mas nada aconteceu.
Quando estava prestes a baixar a cabeça em sinal de desapontamento, seu olhar recaiu sobre a pulseira à sua frente.
‘Talvez eu precise usá-la para que a invocação funcione?’
Curioso, ele aproximou o braço direito. No instante em que sua pele tocou a pulseira, ela deslizou sozinha para o seu pulso.
Surpreendido pelo movimento, ele murmurou instintivamente ‘Espada Mágica de Madeira…’ em sua mente.
Uma fração de segundo depois, uma fenda se formou no ar vazio à sua frente.
De dentro daquela fenda, como se estivesse sendo desembainhada, uma espada de madeira emergiu lentamente.
Com um leve plop, a Espada Mágica de Madeira pousou sem cerimônia na cama surrada.
‘É tão… pequena…’
Ren estava prestes a sorrir, mas sua animação logo se dissipou.
Como era de se esperar, apesar do nome pomposo, a Espada Mágica de Madeira era exatamente isso: de madeira.
E nem era comprida o suficiente para ser chamada de espada curta. Na melhor das hipóteses, tinha o tamanho de uma faca de cozinha comum.
‘Bem, meu nível ainda não subiu... e pelo menos me permite usar magia da natureza...’
Sentindo um leve descontentamento, Ren pegou a Espada Mágica de Madeira. Mas, por algum motivo, seu corpo de repente ficou mais pesado. Sua cabeça também começou a doer, mas ele descartou a sensação, atribuindo-a à sua imaginação.
Determinado, ele apertou o cabo da espada e tentou brandi-la e foi nesse instante que foi atingido.
‘Guh… ah…’
A dor de cabeça que ele havia ignorado, de repente se intensificou. Uma onda implacável de dor o atingiu em cheio.
A sensação avassaladora foi demais para o pequeno Ren suportar — sua consciência se dissipou num instante.
E em algum momento, a pulseira em seu pulso desapareceu silenciosamente.
***
Já haviam se passado várias semanas desde que perdeu a consciência devido à dor de cabeça.
Olhando pela janela da sua cama, ele pôde ver que as árvores lá fora haviam perdido todas as folhas.
Considerando que ele tentou invocar a Espada Mágica pela primeira vez quando tinha cerca de seis meses de idade, isso significa que ele agora tem entre sete e oito meses de idade.
De acordo com essa estimativa, seu aniversário provavelmente foi em algum momento de abril.
E assim, enquanto Ren continuava a crescer pouco a pouco…
‘Acho que agora entendi.’
Empunhando a Espada Mágica de Madeira que havia invocado, ele sorriu satisfeito.
Desde o dia em que tentou invocar a Espada Mágica pela primeira vez, ele vinha q invocando quase diariamente, exceto no dia seguinte quando estava com tanto medo daquela terrível dor de cabeça que não conseguiu tentar novamente.
Mas ele não conseguiu desistir, então tentou uma segunda vez.
Surpreendentemente, a segunda invocação não foi nem de perto tão dolorosa quanto a primeira.
Na terceira e quarta tentativas, ele percebeu que as dores de cabeça e a fadiga haviam se tornado significativamente mais suportáveis.
‘Então, da primeira vez foi porque fiquei sem mana…’
Em A Lenda dos Sete Heróis, os personagens que esgotassem sua mana sofreriam uma queda temporária em seus atributos.
Ren percebeu que já havia estado na mesma situação.
‘Acho que este mundo não tem um sistema de níveis como nos jogos. Caso contrário, meu progresso não faria sentido.’
Por exemplo, a resistência e o poder de ataque não estavam vinculados aos níveis.
Embora existissem diferenças individuais, o crescimento físico levava naturalmente a um aumento da resistência e da força.
Ou, no caso de Ren, o fato dele ter levado sua mana ao limite repetidamente provavelmente contribuiu para o seu desenvolvimento.
Provavelmente, o mesmo se aplicava à força física. Em outras palavras, ele teria que se esforçar de verdade.
‘Mesmo assim… isso arruína um dos meus planos.’
Ren tinha conhecimento de um método eficiente para subir de nível — supondo que este mundo funcionasse da mesma forma que em A Lenda dos Sete Heróis.
Ele esperava usar esse conhecimento para levar uma vida mais tranquila e pacífica.
Infelizmente parece que essa não seria uma opção.
Ele soltou um suspiro profundo, resignando-se ao fato de que teria que treinar adequadamente.
"Ren? Você está acordado?"
Nesse instante, a porta do quarto se abriu de repente e um homem de porte atlético entrou.
Assustado, Ren rapidamente fez com que a pulseira e a espada mágica desaparecessem antes que pudessem ser vistas.
Ele só havia descoberto como fazer isso recentemente.
"Ah, olhando pela janela de novo? Tudo bem, vou te levar mais perto para você ver melhor!"
O homem que falou era ninguém menos que o pai de Ren. Seu nome era Roy Ashton, um jovem da mesma idade que Mireille.
Com seus traços rústicos, ele parecia bastante adequado ao lado dela.
Enquanto Ren olhava para o rosto do pai, Roy abriu um sorriso radiante, exibindo seus dentes brancos.
"Dê uma olhada lá fora. Nossa aldeia sem nome ainda se mantém orgulhosamente na fronteira!"
Usando ‘fronteira’ como verbo, Roy abriu a janela, deixando a brisa fresca bagunçar seus curtos cabelos loiros.
‘Sim. Continua sendo uma região inexplorada como sempre.’
Embora A Lenda dos Sete Heróis nunca tenha especificado o local de nascimento de Ren Ashton, ele agora sabia a verdade.
Sua cidade natal ficava no interior profundo... Era ainda pior do que isso.
Era um lugar completamente isolado, uma vila minúscula com menos de cem habitantes.
Para além da janela estendiam-se vastos campos salpicados de casas simples.
"Está vendo aquilo? Aquela é a floresta."
Roy apontou para um denso bosque de árvores.
À primeira vista, era uma floresta comum, exceto por uma característica marcante: uma rocha enorme e imponente.
"Dau?"
Ren apontou para aquilo, levando Roy a explicar.
"Essa é a Rocha Tsurugi. Ela é afiada como uma espada, como o próprio nome sugere. Você chegaria lá depois de cerca de uma hora e meia caminhando pela floresta."
A rocha era tão alta quanto um prédio de vários andares. Enquanto Ren observava distraidamente, uma rajada repentina de vento roçou sua bochecha.
"Mas escute bem. Você nunca deve entrar na floresta além dos campos. Os monstros por aqui são fracos, mas ainda assim te atacariam se te vissem."
Após dar esse aviso, Roy acrescentou algo que imediatamente despertou o interesse de Ren.
"Bem, graças à fraqueza deles, esta aldeia consegue sobreviver. Se você os derrotar, consegue carne para comer e as pedras mágicas deles podem ser vendidas por dinheiro. É por isso que consigo lidar com as coisas sozinho."
‘É isso aí! Pedras mágicas!’
Invocar a Espada Mágica de Madeira para treinar sua mana era uma coisa, mas havia algo mais que ele podia fazer.
Ele precisava usar pedras mágicas para aumentar sua proficiência.
‘Será que ele me mostraria um…?’
Como Ren secretamente esperava, Roy de repente se pronunciou.
"Ei, quer dar uma voltinha lá fora?"
Sem esperar por uma resposta, ele pegou Ren no colo e o carregou para fora. Pela primeira vez, Ren viu o que havia além do seu próprio quarto.
E, assim como seu quarto, não estava em boas condições.
O piso de madeira do corredor estava velho e desgastado, com algumas áreas completamente descoloridas.
Talvez algumas decorações tivessem ajudado, mas a casa não tinha mobília alguma.
“Hum... parece que está na hora de dar um jeito neste lugar..."
Um rangido alto vindo do chão fez Roy soltar uma risada irônica.
"Assim como meu título de cavaleiro, esta velha casa foi herdada de meu pai. Mas, honestamente, está chegando ao seu limite. Bem, pensarei em reparos se a vila algum dia gerar algum lucro."
Então, ele se virou para Ren com um sorriso.
"Lembre-se disso, Ren: cavaleiros pobres não têm dinheiro sobrando."
Como Roy havia dito, a família Ashton era uma casa nobre que governava esta vila fronteiriça.
Ren presumia que o título de cavaleiro fosse concedido a uma única geração, mas não era esse o caso neste mundo, pelo menos não neste país.
‘Mesmo assim, pai esse não é o tipo de coisa que se diz a um bebê...’
Por fim, Roy parou no final do corredor e empurrou uma porta.
"Mireille! Eu trouxe o Ren!"
Para além da porta ficava a cozinha.
A maior parte do espaço tinha piso de terra batida, com uma porta antiga que dava para o exterior.
"Querido!? O que você está fazendo, trazendo o Ren aqui de repente!?"
Mireille estava perto de uma pia de pedra e de um pequeno fogão coberto de fuligem.
"Bem, Ren parecia querer ver uma pedra mágica..."
"Isso não é verdade!"
‘Mas é verdade’ Ren pensou consigo mesmo.
No entanto, Mireille, convencida de que era um absurdo, soltou um suspiro e lançou um olhar duvidoso para Roy quando ele se aproximou dela.
"Suspiro... Você sempre foi obcecado por espadas. Desde os velhos tempos, tudo o que você fazia era lutar contra monstros e até gostava de colecionar pedras mágicas. Você deve ter tido alguma ideia estranha na cabeça."
"C-como assim, uma ideia estranha?! Saberemos com certeza se verificarmos! Vamos, deixe-me ver a pedra mágica do monstro que cacei esta manhã!"
"Tudo bem, tudo bem. Eu já terminei de processar, então faça como quiser."
Ao ouvir isso, Roy entregou Ren a Mireille e caminhou em direção ao canto da cozinha com chão de terra batida.
Ali, um pedaço de pele, ainda ligeiramente sujo de lama estava estendido e sobre ele repousava uma pedra semitransparente.
‘Parece pelo de javali...’
O Pequeno Javali foi o primeiro monstro que o protagonista enfrentou em A Lenda dos Sete Heróis. Ele se assemelhava muito a um javali.
"Ren, graças a caça de monstros do seu pai que ganhamos dinheiro e a aldeia pode compartilhar a carne. É por isso que eu o respeito tanto... Mas prometa que você não vai se tornar um garoto que só se importa com espadas e pedras mágicas, está bem?"
Ren não pôde fazer essa promessa. Em vez disso, ele simplesmente deu um sorriso sem graça.
Ainda assim, Mireille pareceu satisfeita com essa resposta. Nesse instante, Roy retornou triunfante, segurando a pedra semitransparente que Ren havia avistado antes.
"Muito bem, Ren, esta é uma pedra mágica!"
Roy entregou a pedra mágica a Ren, deixando-o segurá-la.
De perto, ela tinha um leve tom esverdeado. Se polida, provavelmente ficaria tão bonita quanto uma pedra preciosa.
Segurando a pedra mágica com as duas mãos, Ren não conseguiu conter o sorriso.
Mireille, que momentos antes se mostrara cética em relação às palavras de Roy, agora suspirava ao ver a cena.
"Primeiro meu marido e agora meu filho se apaixonaram por pedras mágicas..."
Ela soltou outro suspiro, mas sorriu ironicamente, como se já tivesse se resignado a esse destino.
***
Algum tempo depois, Ren estava de volta ao seu quarto com Roy.
A pedra mágica lhe fora dada como um brinquedo e agora, finalmente, ele poderia adquirir proficiência em seu uso.
Animado, ele imediatamente pegou sua pulseira.
‘...Huh?’
Mas nada aconteceu.
Mesmo depois de vários segundos... depois de vários minutos, a situação permaneceu inalterada.
Sentindo-se inquieto, Ren olhou para sua pulseira.
Ali, apareceu uma mensagem:
[Esta pedra mágica não pode ser usada.]
‘Não me diga...’
Algumas possibilidades passaram pela cabeça de Ren.
Talvez apenas pedras mágicas de monstros que ele próprio tivesse derrotado pudessem ser usadas.
Ou talvez apenas certos tipos de pedras mágicas funcionassem.
Ele suspeitava que fosse a primeira opção. A segunda possibilidade parecia mais uma condição para obter novas espadas mágicas do que simplesmente aumentar a proficiência.
‘Entendo...’
Se qualquer pedra mágica pudesse ser usada, então simplesmente comprá-las permitiria que alguém aumentasse sua proficiência.
Para evitar isso, fazia sentido que apenas pedras mágicas de monstros que alguém tivesse derrotado pessoalmente contassem.
‘Este mundo realmente não me deixa escolher o caminho mais fácil, né...’
Ao perceber isso, Ren se jogou na cama.
Ele olhou fixamente para o teto, com o rosto tomado por uma desconhecida sensação de decepção.