“E aí, Runa.”
“Ei, Nicole!”
“O airsoft foi muito divertido!”
“Eu sei, né? Você foi incrível hoje!”
“Diga a todos que eu quero fazer de novo.”
“Ah, eu já contei pro Ryuto! Mas cara, nós acabamos de jogar e você já tá querendo jogar de novo?”
“Claro que sim! Foi super revigorante. Todo o meu estresse simplesmente desapareceu.”
“Além disso… Nicole, foi realmente tudo bem?”
“Hm? O que foi?”
“Contando a todos sobre ele”
“É, tanto faz. Não é como se eu estivesse escondendo. Diferente de você e Akari, raramente tenho caras confessando para mim, mesmo quando sabem que não tenho ninguém.”
“Você parece o tipo de pessoa que atira neles sem piedade.”
“Mesmo que esse não seja o caso, sim. Os caras realmente não entendem. Garotas como Akari? Elas são as que não têm misericórdia.”
“Aha ha.”
“Eu? Sou apenas uma garota pura e de coração partido.”
“Tenho que dizer, no entanto, que você é realmente algo. Já faz o quê, três anos? Dois e meio? E você ainda está apaixonada pelo seu ex.”
“É um amor que não posso deixar para trás. É que eu realmente gostava dele, então…”
“Nicole…”
“Espera, isso não é poético? ‘Um amor que não posso deixar’? Funciona muito bem, certo?”
“Ah, vamos lá, Nicole-sensei! Pare de me fazer rir quando o clima está todo sério!”
Ainda rindo, Runa se levantou da cama e estendeu a mão para sua mesa.
Ela pegou um porta-lápis com vários adesivos de cabine fotográfica.
Uma das fotos incluía Nicole e seu então namorado. A data escrita nela era de algum momento do segundo ano do ensino fundamental de Runa.
Runa estreitou os olhos e sorriu melancolicamente enquanto olhava para a foto.